A crise do COVID-19 parece não só ter poupado o segmento de eSports, como tem servido para impulsionar ainda mais este segmento cada vez mais relevante da indústria do esporte. Esta foi a tônica da terceira edição da série de webinars “Como Seguir o Jogo”, que teve como tema eSports – O Setor que Não Parou. “Só em março houve um aumento de 30% na audiência dos jogos”, disse Gui Barbosa, da empresa Noline, um dos debatedores convidados, o que mostra a força de um mercado que já movimentava mais de US$ 1 bilhão no mundo.

“As pessoas estão em casa em busca de entretenimento, até para equilibrar com o excesso de notícias ruins”, explicou Moacyr Alves, diretor da Toro Sports. “O eSport se torna necessário neste contexto de isolamento social.” Este reflexo se deu também no interesse em se tornar um jogador de esporte eletrônico: segundo Carlos Fonseca, houve um aumento significativo de fila nas “peneiras” do seu clube, o CNB eSports Club, um dos principais do país. Emerson Souza, especialista em comunicação e relações públicas, vê uma excelente oportunidade de esportes tradicionais como futebol, automobilismo e luta avançarem no mundo digital por meio do eSports: “da mesma forma, a modalidade offline pode atrair eventualmente um público do ambiente digital que anteriormente não estava ligada a ela”. Apesar das óbvias dificuldades e incertezas em relação ao futuro dos eventos presenciais, ficou evidente a força do segmento de esportes eletrônicos e o grande potencial de crescimento. O desafio vai ser reter esse público novo que tem buscado o eSports como fonte de lazer e as marcas que passaram a ter contato agora com o setor. O fato é que, como disse o Carlos, “o eSports está acontecendo, mesmo na pandemia”.

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