O diretor-geral da Trevisan Escola de Negócios, Fernando Trevisan, acredita que uma crise tão profunda como a do coronavírus pode ser um difusor de águas em diversas esferas, inclusive na atuação social das empresas. Para ele, o maior ato de responsabilidade social que uma organização privada pode ter neste momento é lutar para continuar existindo. “Passada essa pandemia, é possível que o conceito de responsabilidade social corporativa ganhe força e clareza de que, antes de qualquer coisa, só o fato de uma empresa existir e se sustentar economicamente já significa uma contribuição social altamente relevante para o desenvolvimento do País”, afirma Trevisan. A percepção de que as empresas são a chave para o futuro traz embutida a ideia de que o setor privado pode reorganizar as relações sociais no Brasil e no mundo – o que pode transformar até as bases do capitalismo, criando um sistema pautado não apenas na busca do lucro, mas da igualdade e da justiça social.

FONTE: ISTO É DINHEIRO