A revolução das transmissões e o efeito Copa do Mundo: como construir uma carreira no marketing esportivo

Tempo de leitura: 6 minutos

Além de ser o maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo revela como o esporte está se reinventando. 

Em um cenário marcado pelo streaming, pela disputa dos direitos de transmissão e pela ascensão das plataformas digitais, crescem os desafios de quem busca entender como fazer carreira no marketing esportivo e construir uma trajetória em um dos mercados mais dinâmicos da atualidade.

Por isso, neste artigo, você vai entender o que mudou, quais oportunidades estão surgindo no mercado de transmissões esportivas e por que investir na sua formação pode ser o diferencial para conquistar espaço em uma indústria que continua crescendo dentro e fora dos gramados.

O fim do modelo antigo de transmissão

O mercado de transmissões esportivas passa por uma transformação sem precedentes. Novos formatos de consumo, experiências muito mais interativas e estratégias orientadas por dados, por exemplo, estão redefinindo a relação de consumo entre fãs, marcas e organizações do setor. 

Durante décadas, assistir a uma Copa do Mundo no Brasil significava ligar a televisão no canal certo e esse canal certo era, invariavelmente, a Globo. 

O monopólio era tão consolidado que parecia imutável. 

Em 2026, porém, esse modelo chegou ao fim. 

Pela primeira vez desde 1970, o Grupo Globo não detém a integralidade dos direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil. 

A LiveMode, proprietária da CazéTV, adquiriu os direitos de todos os 104 jogos do torneio, que serão transmitidos de forma gratuita pelo YouTube, em resolução 4K, para qualquer pessoa com acesso à internet. 

O SBT também retornou ao cenário esportivo após 28 anos e irá transmitir os jogos, em parceria com a N Sports, tendo em sua equipe Galvão Bueno. 

Ou seja, o mercado de direitos de transmissão no Brasil em 2026 se consolidou em três grandes frentes diferentes e estratégicas: 

  • O grupo Globo;
  • A parceria SBT/N Sports;
  • E o streaming da CazéTV. 

No entanto, a emissora digital será a única a oferecer a cobertura completa da Copa do Mundo Fifa, com a transmissão dos 104 jogos do torneio. 

Diferentemente da Globo e do SBT, a plataforma terá exclusividade em 49 partidas, incluindo confrontos de seleções tradicionais como Argentina, Holanda e França. O movimento reforça a mudança no mercado de transmissões esportivas, com plataformas digitais assumindo grande protagonismo em eventos antes dominados pela TV aberta. 

Essa descentralização sem precedentes é o reflexo de uma transformação que vai além do futebol, mudando os negócios de todo o mercado esportivo.

E como isso impacta a carreira no marketing esportivo?

A divisão dos direitos de transmissão vai muito além de uma mudança de canal. Ela mostra como o mercado esportivo está se transformando. 

Afinal, com a chegada de novas plataformas, surgem diferentes formas de gerar receita, novos modelos de patrocínio e boas oportunidades para profissionais que entendem tanto de esporte quanto do universo digital.

Segundo dados da Kantar Ibope, o streaming atingiu 20,1% da audiência total do país em dezembro de 2024, liderando o YouTube (12,6%) e a Netflix (4,6%).

Torcedor assistindo ao jogo de futebol no estádio enquanto grava a partida em telas de smartphone, mostrando a dualidade dos dois cenários.

Esses números indicam uma migração de audiência que é também uma migração de patrocínios e orçamento publicitário. O que, consequentemente, amplia o campo de atuação para gestores do setor. 

Fan engagement e a experiência além dos 90 minutos

O consumo esportivo moderno também não começa com o apito inicial e nem termina com o apito final. Ele começa horas antes, nas redes sociais, nos podcasts, nos conteúdos de bastidores publicados pelos clubes. 

E se estende depois, nos debates online, nas análises de dados, nas experiências imersivas de matchday. Essa transformação colocou o fã bem no centro da estratégia das organizações esportivas. 

Fan engagement tornou-se uma disciplina própria, que combina tecnologia, marketing, experiência do consumidor e análise de dados. 

Gestores de eventos esportivos agora planejam experiências completas, com shows, zonas de hospitalidade e fan zones interativas. Tudo para transformar o estádio em um destino, não apenas em um local de jogo.

E com o Brasil se preparando para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027, a demanda por especialistas em logística de arenas, marketing de experiência e gestão de eventos tende a se intensificar nos próximos anos.

O fim do ‘amadorismo apaixonado’ no mercado esportivo

Por muito tempo, uma carreira no mercado esportivo dependia, acima de tudo, de paixão, entusiasmo e de boas conexões pessoais. 

Gostar de futebol era um pré-requisito tácito para qualquer função. 

Esse modelo ainda sobrevive em parte dos clubes e confederações, mas está sendo rapidamente substituído por uma lógica de gestão profissional.

A criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil é um exemplo emblemático. Clubes que antes operavam como associações passaram a funcionar como empresas de médio e grande porte, com conselhos de administração, metas financeiras, relatórios para investidores e necessidade de profissionais com formação em finanças, análise de dados e marketing.

O mercado não procura mais apenas ex-atletas ou torcedores apaixonados. 

Ele procura gestores capazes de negociar patrocínios, analisar o ROI digital, gerenciar operações de arena e construir posicionamentos de marca sólidos em um ambiente de alta competição por atenção.

No entanto, segundo dados da Forrester, 76% dos CMOs relatam dificuldade para calcular o ROI de campanhas esportivas digitais. Revelando uma lacuna concreta de profissionais com formação analítica e estratégica no setor.

Como trabalhar com gestão esportiva nesse novo cenário?

Construir uma boa carreira no marketing esportivo, hoje, exige um repertório que vai além do conhecimento do esporte em si. 

É necessário 

  • Dominar finanças aplicadas ao setor;
  • Entender contratos de direitos;
  • Saber ler dados de audiência e engajamento;
  • Ter capacidade de transitar entre o digital e o físico dos eventos.

Nesse cenário, a formação executiva especializada é o caminho mais direto para desenvolver esse repertório de forma estruturada. 

Um MBA com foco em gestão e marketing esportivo oferece ao profissional não apenas o conhecimento técnico, mas o networking com outros gestores do setor e o contato com professores que atuam no mercado em tempo real.

E o momento é especialmente oportuno: com a Copa do Mundo 2026 em andamento e o Brasil se preparando para 2027, o mercado esportivo brasileiro vive um dos seus períodos de maior visibilidade e expansão. 

Profissionais bem preparados hoje, certamente estarão em posição privilegiada para capturar as oportunidades que esse ciclo vai gerar.

Conheça o MBA Executivo em Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan, online ao vivo, com professores atuantes e networking em tempo real.

Leia também

Compartilhe
Fale com nossos consultores
Desenvolvido por: FACEDigital