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Além de ser o maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo revela como o esporte está se reinventando.
Em um cenário marcado pelo streaming, pela disputa dos direitos de transmissão e pela ascensão das plataformas digitais, crescem os desafios de quem busca entender como fazer carreira no marketing esportivo e construir uma trajetória em um dos mercados mais dinâmicos da atualidade.
Por isso, neste artigo, você vai entender o que mudou, quais oportunidades estão surgindo no mercado de transmissões esportivas e por que investir na sua formação pode ser o diferencial para conquistar espaço em uma indústria que continua crescendo dentro e fora dos gramados.
O mercado de transmissões esportivas passa por uma transformação sem precedentes. Novos formatos de consumo, experiências muito mais interativas e estratégias orientadas por dados, por exemplo, estão redefinindo a relação de consumo entre fãs, marcas e organizações do setor.
Durante décadas, assistir a uma Copa do Mundo no Brasil significava ligar a televisão no canal certo e esse canal certo era, invariavelmente, a Globo.
O monopólio era tão consolidado que parecia imutável.
Em 2026, porém, esse modelo chegou ao fim.
Pela primeira vez desde 1970, o Grupo Globo não detém a integralidade dos direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil.
A LiveMode, proprietária da CazéTV, adquiriu os direitos de todos os 104 jogos do torneio, que serão transmitidos de forma gratuita pelo YouTube, em resolução 4K, para qualquer pessoa com acesso à internet.
O SBT também retornou ao cenário esportivo após 28 anos e irá transmitir os jogos, em parceria com a N Sports, tendo em sua equipe Galvão Bueno.
Ou seja, o mercado de direitos de transmissão no Brasil em 2026 se consolidou em três grandes frentes diferentes e estratégicas:
No entanto, a emissora digital será a única a oferecer a cobertura completa da Copa do Mundo Fifa, com a transmissão dos 104 jogos do torneio.
Diferentemente da Globo e do SBT, a plataforma terá exclusividade em 49 partidas, incluindo confrontos de seleções tradicionais como Argentina, Holanda e França. O movimento reforça a mudança no mercado de transmissões esportivas, com plataformas digitais assumindo grande protagonismo em eventos antes dominados pela TV aberta.
Essa descentralização sem precedentes é o reflexo de uma transformação que vai além do futebol, mudando os negócios de todo o mercado esportivo.
A divisão dos direitos de transmissão vai muito além de uma mudança de canal. Ela mostra como o mercado esportivo está se transformando.
Afinal, com a chegada de novas plataformas, surgem diferentes formas de gerar receita, novos modelos de patrocínio e boas oportunidades para profissionais que entendem tanto de esporte quanto do universo digital.
Segundo dados da Kantar Ibope, o streaming atingiu 20,1% da audiência total do país em dezembro de 2024, liderando o YouTube (12,6%) e a Netflix (4,6%).

Esses números indicam uma migração de audiência que é também uma migração de patrocínios e orçamento publicitário. O que, consequentemente, amplia o campo de atuação para gestores do setor.
O consumo esportivo moderno também não começa com o apito inicial e nem termina com o apito final. Ele começa horas antes, nas redes sociais, nos podcasts, nos conteúdos de bastidores publicados pelos clubes.
E se estende depois, nos debates online, nas análises de dados, nas experiências imersivas de matchday. Essa transformação colocou o fã bem no centro da estratégia das organizações esportivas.
Fan engagement tornou-se uma disciplina própria, que combina tecnologia, marketing, experiência do consumidor e análise de dados.
Gestores de eventos esportivos agora planejam experiências completas, com shows, zonas de hospitalidade e fan zones interativas. Tudo para transformar o estádio em um destino, não apenas em um local de jogo.
E com o Brasil se preparando para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2027, a demanda por especialistas em logística de arenas, marketing de experiência e gestão de eventos tende a se intensificar nos próximos anos.
Por muito tempo, uma carreira no mercado esportivo dependia, acima de tudo, de paixão, entusiasmo e de boas conexões pessoais.
Gostar de futebol era um pré-requisito tácito para qualquer função.
Esse modelo ainda sobrevive em parte dos clubes e confederações, mas está sendo rapidamente substituído por uma lógica de gestão profissional.
A criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil é um exemplo emblemático. Clubes que antes operavam como associações passaram a funcionar como empresas de médio e grande porte, com conselhos de administração, metas financeiras, relatórios para investidores e necessidade de profissionais com formação em finanças, análise de dados e marketing.
O mercado não procura mais apenas ex-atletas ou torcedores apaixonados.
Ele procura gestores capazes de negociar patrocínios, analisar o ROI digital, gerenciar operações de arena e construir posicionamentos de marca sólidos em um ambiente de alta competição por atenção.
No entanto, segundo dados da Forrester, 76% dos CMOs relatam dificuldade para calcular o ROI de campanhas esportivas digitais. Revelando uma lacuna concreta de profissionais com formação analítica e estratégica no setor.
Construir uma boa carreira no marketing esportivo, hoje, exige um repertório que vai além do conhecimento do esporte em si.
É necessário
Nesse cenário, a formação executiva especializada é o caminho mais direto para desenvolver esse repertório de forma estruturada.
Um MBA com foco em gestão e marketing esportivo oferece ao profissional não apenas o conhecimento técnico, mas o networking com outros gestores do setor e o contato com professores que atuam no mercado em tempo real.
E o momento é especialmente oportuno: com a Copa do Mundo 2026 em andamento e o Brasil se preparando para 2027, o mercado esportivo brasileiro vive um dos seus períodos de maior visibilidade e expansão.
Profissionais bem preparados hoje, certamente estarão em posição privilegiada para capturar as oportunidades que esse ciclo vai gerar.
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