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Antes restrito aos rádios e TVs, o marketing esportivo tornou-se uma das áreas mais estratégicas e promissoras da gestão contemporânea.
Impulsionado pela digitalização das transmissões, pelo crescimento das plataformas de streaming, pela força das redes sociais e pela profissionalização das organizações esportivas, o setor movimenta bilhões e abre espaço para novos modelos de negócio, formatos e relacionamentos.
Hoje, trabalhar com marketing esportivo vai muito além de comentar os lances do jogo, promover eventos ou negociar exposição de marcas.
O mercado demanda profissionais capazes de criar experiências memoráveis, desenvolver estratégias de engajamento, analisar dados, gerenciar patrocínios, explorar o potencial do ambiente digital e transformar a paixão pelo esporte em resultados concretos para clubes, ligas e atletas.
Neste artigo, você vai entender o que impulsiona esse mercado em constante evolução, conhecer as principais áreas de atuação, descobrir quais competências são mais valorizadas pelos empregadores e explorar as oportunidades de carreira para quem deseja construir uma trajetória em um dos segmentos mais dinâmicos e fascinantes da atualidade.
O poder do engajamento no marketing esportivo
Torcidas que seguem um time há décadas, fãs que constroem identidades em torno de atletas, audiências que acompanham transmissões ao vivo em diferentes fusos horários; o esporte cria vínculos que nenhuma outra plataforma de comunicação replica com tanta paixão e profundidade.
No Brasil, esse engajamento tem números expressivos.
A audiência total do mercado esportivo no país atinge 158 milhões de pessoas, segundo levantamento da Oneck Creative.
O YouTube registrou crescimento de 20% nas visualizações de futebol em 2024. Já nas Olimpíadas de Paris, a Globo impactou 140,4 milhões de pessoas por meio de suas plataformas combinadas, conforme dados da V4 Company.
Para as marcas, esse engajamento se traduz em oportunidades.
O mercado global de patrocínios esportivos foi avaliado em US$ 97,35 bilhões em 2023, com projeção de atingir US$ 190 bilhões até 2030; um crescimento anual composto de 8,68%, de acordo com dados da Statista.
No Brasil, o número de patrocinadores no Brasileirão da Série A cresceu 24% em 2025, atingindo 164 marcas diferentes, segundo o IBOPE Repucom.
O marketing esportivo opera em três grandes frentes, que se complementam:
Empresas de setores não esportivos associam sua imagem a times, eventos ou atletas para ampliar a visibilidade e construir conexões emocionais.
Uma montadora que patrocina um campeonato de automobilismo, por exemplo, ou uma empresa de alimentos que apoia um clube de futebol e até mesmo uma seguradora no tênis; todos utilizam o esporte como veículo para alcançar audiências qualificadas em contextos de alta atenção.
Aqui o foco está na promoção de marcas, equipamentos e vestuário ligados diretamente à prática esportiva. Esse segmento envolve estratégias de lançamento de produtos, colaborações com atletas, ativações em eventos e comunicação voltada ao consumidor que pratica ou acompanha o esporte.
Atletas de alto rendimento são marcas com valores e potencial comercial e a gestão estratégica dessa imagem envolve desde a escolha de patrocinadores até a presença nas redes sociais e a narrativa ao longo da carreira.

O mercado esportivo brasileiro passou por uma profunda transformação.
A criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), a profissionalização dos clubes, a explosão dos eSports e a ascensão das transmissões digitais criaram uma demanda crescente por profissionais com formação executiva, e não apenas por ex-atletas ou apaixonados pelo esporte.
As principais posições em alta incluem:
Mas, segundo dados da Forrester (2025), 76% dos CMOs relatam dificuldade para calcular o ROI de campanhas esportivas digitais, o que evidencia uma lacuna de profissionais qualificados para essa função.
Quem deseja construir carreira em marketing esportivo precisa desenvolver um repertório de habilidades de negócio com sensibilidade para a cultura do esporte. Entre as competências mais demandadas pelo mercado, estão:
A compreensão do ecossistema digital tornou-se especialmente relevante.
A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, consolidou um modelo sem precedentes no Brasil: pela primeira vez, o Grupo Globo não detém a integralidade dos direitos de transmissão.
A CazéTV adquiriu os direitos de todos os 104 jogos do torneio, transmitindo gratuitamente pelo YouTube, enquanto SBT, SporTV e Globo dividiram parcelas do campeonato. Essa fragmentação dos direitos criou novas funções, novos fluxos de receita e novos desafios para os profissionais do setor.
Por muito tempo, o marketing esportivo brasileiro girou em torno de um modelo simples: pagar para colocar uma logo na camisa do time e aguardar o retorno de imagem. Esse modelo ainda existe, mas foi profundamente superado por uma abordagem orientada por dados e engajamento.
Clubes e marcas passaram a tratar o patrocínio como um negócio, com metas, indicadores e responsabilidade por resultados.
Esse amadurecimento abriu espaço para estratégias mais sofisticadas, como, por exemplo, naming rights de arenas, fan tokens, parcerias com influenciadores esportivos, criação de conteúdo de bastidores, ativações imersivas e integração com o universo dos eSports.
O campo do marketing esportivo é, por natureza, interdisciplinar.
Quem atua nele transita entre finanças, comunicação, tecnologia e direito, e essa riqueza de repertório é justamente o que torna a área tão desafiadora.
A Trevisan entende esse contexto e oferece uma formação executiva desenhada para quem deseja atuar no nível estratégico do mercado esportivo, seja em clubes, marcas patrocinadoras, agências e eventos.
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O caminho mais sólido combina formação executiva com experiência prática. Buscar estágios ou projetos em clubes, agências de patrocínio, eventos esportivos ou marcas com atuação no setor é um bom ponto de partida. A formação em nível de MBA permite desenvolver uma visão estratégica que diferencia o profissional em processos seletivos de médio e alto escalão.
Instituições com foco em negócios e gestão costumam oferecer programas mais alinhados às demandas do mercado esportivo atual.
Diante disso, é importante avaliar o corpo docente, a prática de casos reais e, principalmente, a conexão com o ecossistema profissional do setor.
Em 2026, as tendências mais relevantes incluem a consolidação das transmissões digitais e do consumo sob demanda, o crescimento dos eSports como plataforma de marca, a personalização da experiência do fã por meio de dados, a expansão do futebol feminino como espaço de patrocínio e o uso de IA para mensuração de retorno em campanhas esportivas.