Mulheres ampliam presença no mercado financeiro, mas ainda são minoria no setor 

O mercado financeiro foi visto como um ambiente predominantemente masculino por décadas. Apesar dos avanços observados nos últimos anos, os números mostram que a participação feminina nessa área ainda está distante de refletir sua presença na sociedade e no mercado de trabalho. 

Segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), de 2025, as mulheres representam 35,4% da força de trabalho do setor, enquanto os homens correspondem a 64,4%. 

Ainda segundo o levantamento, as mulheres são minoria em todos os níveis hierárquicos, apesar de um maior equilíbrio no nível gerencial, onde representam 42,9%, ante 55,5% de homens. Já nos cargos de alta liderança, como diretorias, presidências e conselhos de administração, a presença masculina segue predominante. 

Diversidade como fator de desenvolvimento 

Além de promover a equidade de gênero, equipes mais plurais tendem a enriquecer a tomada de decisão, estimular a inovação e ampliar a capacidade das organizações de compreender as necessidades de diferentes públicos.  

Nesse sentido, a participação feminina tem sido incentivada por iniciativas de inclusão, programas de desenvolvimento profissional e metas de diversidade nas organizações. Como exemplo, há produtos financeiros que permitem investir em empresas comprometidas com o tema, como o índice IDiversa B3. 

O tema também ganhou relevância do ponto de vista regulatório. Desde 2023, a B3 passou a exigir que companhias listadas divulguem informações sobre diversidade em conselhos de administração e diretorias, o que estimula maior transparência e acompanhamento dos indicadores.  

O mecanismo proposto é conhecido como “pratique ou explique”, no qual as companhias precisam dar transparência ao mercado sobre as ações adotadas ou explicar os motivos da sua não adoção. 

Qualificação profissional 

Embora muitas vezes associado aos investimentos, o mercado financeiro reúne oportunidades em áreas diversas. Além de bancos e corretoras, o setor engloba gestoras de recursos, fintechs, seguradoras, empresas de tecnologia financeira, consultorias, compliance, auditoria, análise de dados, sustentabilidade, gestão de riscos, relações com investidores e regulação. 

Essa variedade abre espaço para profissionais com diferentes formações e habilidades. Ao mesmo tempo, a digitalização e a inovação têm transformado o setor, ampliando ainda mais as possibilidades de atuação. 

Desse modo, ampliar a participação das mulheres no mercado financeiro vai além da representatividade. Significa incorporar diferentes perspectivas a um setor que influencia decisões de investimento, financiamento de empresas, gestão de riscos e desenvolvimento econômico. 

Para acompanhar esse movimento, a formação especializada tem papel importante para quem deseja ingressar ou se desenvolver na área. O mercado financeiro está em constante evolução, marcado por mudanças regulatórias, novas tecnologias, produtos cada vez mais sofisticados e demanda crescente por profissionais qualificados. 

Mais do que ampliar oportunidades individuais, a qualificação contínua contribui para a construção de um mercado mais preparado, diverso e capaz de responder aos desafios de uma economia em transformação. 

Educação financeira 

A presença feminina também pode ser observada entre os investidores. De acordo com a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima, realizada em parceria com o Datafolha, 31% das mulheres brasileiras já investem. Entre os homens, esse percentual chega a 41%. 

O estudo mostra ainda que a caderneta de poupança é o produto mais utilizado pelas mulheres, citada por 69% das investidoras. Em seguida, aparecem os títulos privados, com 16%, e os fundos de investimento, com 10%. Entre os homens investidores, a poupança também lidera o ranking, mas com percentual menor, de 54%.

Tempo de leitura: 3 minutos

O mercado financeiro foi visto como um ambiente predominantemente masculino por décadas. Apesar dos avanços observados nos últimos anos, os números mostram que a participação feminina nessa área ainda está distante de refletir sua presença na sociedade e no mercado de trabalho. 

Segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), de 2025, as mulheres representam 35,4% da força de trabalho do setor, enquanto os homens correspondem a 64,4%. 

Ainda segundo o levantamento, as mulheres são minoria em todos os níveis hierárquicos, apesar de um maior equilíbrio no nível gerencial, onde representam 42,9%, ante 55,5% de homens. Já nos cargos de alta liderança, como diretorias, presidências e conselhos de administração, a presença masculina segue predominante. 

Diversidade como fator de desenvolvimento 

Além de promover a equidade de gênero, equipes mais plurais tendem a enriquecer a tomada de decisão, estimular a inovação e ampliar a capacidade das organizações de compreender as necessidades de diferentes públicos.  

Nesse sentido, a participação feminina tem sido incentivada por iniciativas de inclusão, programas de desenvolvimento profissional e metas de diversidade nas organizações. Como exemplo, há produtos financeiros que permitem investir em empresas comprometidas com o tema, como o índice IDiversa B3. 

O tema também ganhou relevância do ponto de vista regulatório. Desde 2023, a B3 passou a exigir que companhias listadas divulguem informações sobre diversidade em conselhos de administração e diretorias, o que estimula maior transparência e acompanhamento dos indicadores.  

O mecanismo proposto é conhecido como “pratique ou explique”, no qual as companhias precisam dar transparência ao mercado sobre as ações adotadas ou explicar os motivos da sua não adoção. 

Qualificação profissional 

Embora muitas vezes associado aos investimentos, o mercado financeiro reúne oportunidades em áreas diversas. Além de bancos e corretoras, o setor engloba gestoras de recursos, fintechs, seguradoras, empresas de tecnologia financeira, consultorias, compliance, auditoria, análise de dados, sustentabilidade, gestão de riscos, relações com investidores e regulação. 

Essa variedade abre espaço para profissionais com diferentes formações e habilidades. Ao mesmo tempo, a digitalização e a inovação têm transformado o setor, ampliando ainda mais as possibilidades de atuação. 

Desse modo, ampliar a participação das mulheres no mercado financeiro vai além da representatividade. Significa incorporar diferentes perspectivas a um setor que influencia decisões de investimento, financiamento de empresas, gestão de riscos e desenvolvimento econômico. 

Para acompanhar esse movimento, a formação especializada tem papel importante para quem deseja ingressar ou se desenvolver na área. O mercado financeiro está em constante evolução, marcado por mudanças regulatórias, novas tecnologias, produtos cada vez mais sofisticados e demanda crescente por profissionais qualificados. 

Mais do que ampliar oportunidades individuais, a qualificação contínua contribui para a construção de um mercado mais preparado, diverso e capaz de responder aos desafios de uma economia em transformação. 

Educação financeira 

A presença feminina também pode ser observada entre os investidores. De acordo com a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima, realizada em parceria com o Datafolha, 31% das mulheres brasileiras já investem. Entre os homens, esse percentual chega a 41%. 

O estudo mostra ainda que a caderneta de poupança é o produto mais utilizado pelas mulheres, citada por 69% das investidoras. Em seguida, aparecem os títulos privados, com 16%, e os fundos de investimento, com 10%. Entre os homens investidores, a poupança também lidera o ranking, mas com percentual menor, de 54%.

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