Momentos de crise afetam diretamente a economia dos negócios, mas ao mesmo forçam as pessoas a pensarem em novas soluções e alternativas de continuidade. Num contexto de maior abertura para inovações, a tecnologia entra como elemento facilitador dessa transformação. “A pandemia nos tirou da zona de conforto e nos fez repensar muitas das políticas, procedimentos e protocolos que vínhamos utilizando”, disse Marina Tranchitella, Gerente Executiva de Operações do SC Internacional. Ela foi uma das convidadas do evento sobre Inovação e Tecnologia no Esporte Pós-Pandemia, que completou a série de debates “Como Seguir o Jogo”.

Segundo Marina, com a suspensão dos jogos os clubes precisaram por exemplo rever o modelo de sócios-torcedores, que no Brasil ainda é muito baseado na aquisição de ingressos. “Precisamos evidenciar outros benefícios que vão além do jogo, que os façam perceber o valor de seguir como sócio”, disse ela. A tecnologia pode então ser uma aliada ainda mais importante neste momento. “A pandemia nos obrigou a olhar pra dentro e identificar possibilidades de melhoria”, falou Henrique Shlitler, especialista na área e professor da Trevisan. “E quase sempre a solução tem como base a tecnologia.” Ricardo Silva, outro debatedor, entende também que a crise atual pode acelerar a aproximação das entidades esportivas com as novas ferramentas. “A rede social é apenas o ponto de partida; a tecnologia pode te permitir monetizar a relação com o torcedor e gerar receita adicional”, disse ele, que é Diretor Executivo da TGI Brasil e embaixador local da GSIC – Global Sports Innovation Center.

O setor esportivo tem absorvido de forma rápida as tecnologias voltadas ao desempenho de atletas, “wearables”, equipamentos e vestuários, mas ainda está muito atrasado na modernização de suas técnicas de gestão e relacionamento com sua base de fãs. É aí que a situação atual pode levar as entidades a buscarem mais eficiência nos processos, eliminação de desperdícios, rentabilização dos seus ativos e inovações na experiência para o seu público. Como disse Marina, “vínhamos num ritmo acelerado, jogo após jogo, e agora temos uma oportunidade única de aperfeiçoar as ferramentas e gerar uma transformação de verdade”.

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