A crise do Coronavírus atinge diretamente a indústria de eventos na medida em que restringe a aglomeração de pessoas. Este contexto criou um desafio sem precedentes para um setor que movimenta mais de US$ 1 trilhão no mundo, entre eventos corporativos (conferências, feiras, exposições comerciais) e de entretenimento (shows, festivais, esporte). A Trevisan convidou três profissionais da área para debater o tema em mais uma edição da série de webinars “Como Seguir o Jogo”.

 “O importante é seguir mantendo a conexão com os nossos fãs, e ao mesmo tempo planejando para o que virá pela frente”, disse Ivan Martinho, CEO da Liga Mundial de Surf (WSL) para a América Latina. A empresa conseguiu aumentar a audiência em suas redes sociais por meio de bastante conteúdo e até aulas com exercícios físicos relacionados ao surf. Na mesma linha, espaços de eventos têm buscado alternativas para gerar alguma receita neste momento, como o projeto de sessão de cinema drive-in do Allianz Parque. “Vai ser um processo gradual; nesta primeira fase será um evento em que as pessoas vão estar nos carros, e na sequência devemos iniciar a reabertura de circulação com distanciamento, sempre de forma segura e responsável para reconquistar a confiança do público”, explica o gerente de marketing da arena Felipe Borsoi.

Outros movimentos interessantes surgiram nestes meses de confinamento e que podem se tornar produtos perenes no setor. “Um mercado que se abriu neste momento é o das lives, diz Pedro Ivo, diretor da Butik, parceiro comercial de grandes promotores de eventos como a gigante Live Nation. Além de ser uma forma de entretenimento para o período de quarentena, tem o potencial de no futuro se somar aos eventos presenciais e ampliar o seu alcance. “As lives podem servir tanto para aquelas pessoas que ainda não se sintam confortáveis de irem presencialmente, quanto para um púbico que não era tão fã do artista ou do jogo.”

Em um cenário de perda de renda das pessoas, de restrição de presença de público e de provável aumento de custos operacionais por conta das medidas sanitárias, não há dúvidas de que o modelo de negócios da indústria de eventos vai ter que ser revisto para poder se sustentar. Todos os atores dessa cadeia produtiva vão ter que buscar soluções criativas e em conjunto. Mas é certo também que há uma forte demanda reprimida das pessoas por atividades de diversão e lazer, e por isso o setor tem todas as condições de se reerguer. Porque, como disse o Pedro Ivo, “os eventos têm a capacidade de marcar a timeline da vida das pessoas e devem ser ainda mais valorizados depois da pandemia”.

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