Esporte e entretenimento foram uns dos setores mais impactados pela crise econômica oriunda do COVID-19, e a forma de consumi-los deve sofrer mudanças profundas. Mas a busca das pessoas por diversão e o interesse por produtos de lazer nunca vão desaparecer. Essas foram algumas das conclusões da quarta edição da série de webinars “Como Seguir o Jogo”, que tem como objetivo trazer análises e reflexões sobre como será o mundo do esporte e entretenimento pós-pandemia.

De fato, o consumo de produtos e serviços online aumentou em 40% no período de quarentena. “Os consumidores forçadamente passarem a perceber de uma forma mais ampla que as lojas podem ser online”, disse Fernando Fleury, da Armatore M+S e professor da Trevisan. Neste sentido, “as empresas de vestuário esportivo vão ter que aumentar a sua atuação no ambiente virtual, que hoje representam menos de 15% das vendas”, como explicou Fabio Kadow, head de marketing e comunicação da Puma no Brasil, que patrocina o Palmeiras. “No nosso caso por exemplo, existes picos muito grande de vendas nos dias de jogos do time, que temos que compensar de alguma forma agora.”

O maior desafio deve ser quanto ao comportamento do público em eventos presenciais, base dessa indústria. “O mundo ao vivo presencial sumiu”, disse Marcelo Frazão, diretor de marketing do Santos FC. “Ao mesmo tempo são eventos de entretenimento que têm ajudado até a manter a sanidade mental das pessoas em quarentena”, completou, citando como exemplo as lives musicais e a transmissão de jogos do passado.  A expectativa é que haja um retorno gradual aos eventos presenciais, gerando até uma mudança de percepção do que significa ser um torcedor fanático. “Uma das formas de mostrar a intensidade de conexão com o time é a analisando a disposição da pessoa em gastar tempo ou dinheiro com ele, e não só a ida ao estádio”, disse Fernando Fleury.

De qualquer forma, parece que o valor do evento ao vivo vai talvez não só permanecer, mas até aumentar, pelo fato de se tornar mais raro. O fato é que a forma de consumo pode e deve sim mudar muito, mas o interesse estará presente. Como disse Frazão, parafraseando os Titãs, “as pessoas vão sempre querer não só comida, mas também diversão e arte”.

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