Notícias

Investir em Tesouro Direto, vale a pena?

Publicado em: 13/11/2018

Investir em Tesouro Direto, vale a pena?

Muito se fala nas aplicações em títulos do Tesouro Nacional via Tesouro Direto hoje em dia, principalmente no que se refere as vantagens destes papeis em relação a tradicional poupança. Mas a questão que gera dúvida muitas vezes, é se realmente vale a pena investir, principalmente levando em consideração o cenário econômico brasileiro atual, com a taxa Selic a 6,5% e a mudança política com relação a eleição de um novo presidente.

É interessante contextualizar, que os títulos no Tesouro Direto, são investimentos de renda fixa comercializados para os investidores pessoa física, o que significa emprestarmos dinheiro para a governo brasileiro em troca de um rendimento definido.

Hoje os títulos públicos ofertados estão distribuídos em três modalidades - Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado.

O Tesouro Selic é o título atrelado à 100% da variação da taxa Selic, sendo assim, é o título que possui o menor risco de volatilidade de mercado, o que faz o investidor ter maior previsibilidade ao investir neste papel. Em um cenário de Selic a 6,5%, este papel tende a render mais que a poupança tradicional, contudo, tem retorno menor que os demais títulos públicos.

Já o Tesouro IPCA, é um título que não sabemos quanto será o rendimento exato devido seu rendimento estar indexado a taxa de inflação medida pelo índice IPCA, que é variável, contudo é um título que assegura que o dinheiro investido não perca poder de compra, considerando a correção dos preços. São títulos emitidos com data de vencimento mais longos e muito utilizados para aposentadoria.

No Tesouro Prefixado, o investidor já tem a taxa de retorno predefinida no momento da compra do papel. Tem como vantagem, sua rentabilidade fixa, onde o investidor sabe exatamente quanto o papel renderá até o vencimento.

Apesar de serem classificados como investimentos de renda fixa e de baixíssimo risco de crédito, devemos tomar alguns cuidados ao investir em títulos do Tesouro Nacional, principalmente se resgatados antes da data de vencimento.

Ao comprar um título público, a taxa de retorno contratada no ato da aquisição do papel será respeitada até a data do vencimento, contudo, se o papel for resgatado antes da data de vencimento, estará sujeito volatilidade do risco de mercado.

Devido uma questão conhecida como marcação a mercado, os títulos públicos resgatados antes da data do vencimento, estão sujeitos a volatilidade das taxas de mercado, e com isso os títulos podem sofrer alterações nas taxas de retorno em relação a taxa que foi contratada no ato da compra do papel. O Tesouro IPCA e o Prefixado são os títulos mais influenciados por esta sistemática.

Se ocorrer o resgate do valor investido no Tesouro Direto antes da data de vencimento, o Tesouro Nacional garante a compra do título pelo valor de mercado do ativo. Com isso, o preço do papel é sujeito a variações, o que influenciará a taxa de retorno de papel, fazendo com que a rentabilidade do investimento possa ser alterada, deteriorando ou potencializando o retorno do investidor.

Diante do exposto, os títulos públicos são opções mais interessantes que a tradicional poupança, levando em consideração principalmente o retorno do investimento, contudo, temos que levar em consideração algumas ressalvas, como exemplo, o resgate antes do vencimento do título, principalmente os papeis atrelados ao IPCA e Prefixado, que podem ser arriscados para investidores que não possuem experiência com esta sistemática.

Contudo, é importante destacar que o universo dos títulos públicos pode ser uma relevante ferramenta para se iniciar no mundo dos investimentos no mercado financeiro e de capitais e abrir uma enorme porta para você deixar de ser apenas um coadjuvante em sua vida financeira, para entender e buscar uma das máximas do mercado financeiro, que é diversificar seus investimentos, com objetivo de diluir o risco e maximizar o retorno.

 

 Autor: Prof. Paulo Casanova

 

 


   Voltar