Seminário na unidade RJ debate o futuro do segmento de arenas e do entretenimento no Brasil

Publicado em: 17/02/2017


A Trevisan reuniu cerca de 100 pessoas em 11 de fevereiro para assistir ao seminário "Cenário e Futuro do Entretenimento no Brasil: Oportunidades e Desafios." Foram três painéis de debates com especialistas do setor que trataram sobre as perspectivas para o mercado do entretenimento, as tendências do turismo, a situação das novas arenas, a importância do gerenciamento de riscos e de multidão em grandes eventos.

Para Elsa Costa, do IATEC, apesar da crise econômica do país, o segmento de eventos ainda tem uma certa atratividade. "Estão programadas 1122 feiras corporativas neste ano", disse ela. "Ainda há muita carência de profissionais capacitados." Eduardo Vilela, da Universidade Federal Fluminense, enfatizou que o setor de turismo passou por um processo evolutivo e de intensa profissionalização nas últimas décadas, mas perde-se uma grande oportunidade neste momento: "4,5 bilhões de pessoas assistiram aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e o que disso foi aproveitado para o potencial turístico?".

O segundo painel tratou de um dos temas que mais simbolizam essa oportunidade perdida, que é a situação de abandono do estádio do Maracanã e das outras arenas construídas para a Copa do Mundo. "Todo aquele entusiasmo que se tinha há três anos e meio atrás desapareceu", disse Marcelo Frazão, ex-membro da equipe de gestão do Maracanã e atual diretor de negócios do CR Flamengo. " O que aparentava ser uma evolução - passar a ter estádios de alto padrão, não aconteceu de fato porque todo o restante do entorno do futebol continuou igual: calendário confuso, gestão amadora nas entidades, jogos pouco atraentes, mau comportamento de torcedores." Para Marcus Duarte, que também atuou na gestão do estádio, não houve tempo para as operações maturarem, e com isso não se conseguiu nem oferecer o básico direito. Mas ambos concordam que houve avanços que poderiam ser melhor aproveitados: prática de torcida mista em alguns estádios, compra de ingresso pela internet e respeito a lugar marcado.

Por fim, Sabrina Medeiros, da Escola de Guerra Naval e comentarista da Globo News, trouxe o tema da importância dos protocolos internacionais para lidar com situações de emergência, que podem acontecer em eventos de grandes proporções. "As pessoas precisam saber qual é o seu papel diante de um desastre, e isso requer uma comunicação muito eficaz dos agentes envolvidos", disse ela. Para Moacyr Duarte, especialista em gerenciamento de risco e também comentarista da Globo News, a gestão da multidão é fator crítico na operação de grandes eventos: "a multidão se transforma num ente em si, em que a pessoa abre mão de ser ela". Moacyr foi responsável pela sala de segurança do Boulevard Olímpico em 2016, que atraia cerca de 50 mil pessoas por dia.

O evento marcou o lançamento do curso Gestão de Arenas e Entretenimento, que está com inscrições abertas e terá início em 25 de março.

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